Sampa recebe peça de Peter Brook

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Este post é uma colaboração da nossa amiga e leitora Aline Takei, atriz do grupo de teatro Macunaíma.

Uma cidade com a vida teatral de São Paulo merece: nesta semana, o Sesc Consolação recebe Sizwe Banzi est mort, a mais recente montagem do inglês Peter Brook.
Um dos grandes nomes do teatro do século XX, Brook começou a carreira nos anos 40, e dirigiu nomes como Laurence Olivier (um dos maiores intérpretes de Hamlet) e Vivien Leigh (a Scarlett de “E o vento levou” era também uma sólida atriz teatral). Ele poderia ter parado por aí. Mas sua inquietação o fez avançar junto com o século XX.

No emblemático ano de 1968, despertou para a diversidade cultural ao dar um workshop para atores do mundo inteiro, e descobriu um novo destino artístico e humano: a África. Neste continente, encenou peças de forma itinerante, tendo como único “cenário” um tapete, que ele estendia nos locais em que passava. Também apaixonou-se pelo Oriente, onde aprendeu uma lição que é sua marca: a simplicidade quase abstrata. Hoje, une Shakespeare a autores africanos e orientais.

A montagem que os paulistanos poderão conferir tem a África e o apartheid como temas, e narra a história de um homem que precisa se fazer de morto para conseguir sustentar a família. O texto é de Athol Fugard, John Kani e Winston Ntshona.

Sizwe Banzi est mort – De 29/08 a 31/08 – Ter, Qua e Qui. // Horário: Terça, às 19h e 22h; Quarta, às 21h; Quinta, às 19h e 21h. // Preço: R$ 20,00. No Sesc Consolação: R. Dr. Vila Nova – 245 – Vila Buarque. // Informações: 3234-3000.



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