Discriminação

São Paulo pode se orgulhar de ser uma das poucas cidades onde várias colônias convivem em harmonia. Judeus, árabes, italianos, japoneses, bolivianos, coreanos, chineses, alemães, etc, etc etc não enfrentam tantos problemas por aqui como enfrentariam em outros lugares do mundo.

Judeus e árabes, por exemplo, não conseguem instaurar a paz no Oriente Médio, mas aqui a convivência é pacífica e harmoniosa. Mesmo assim, a vida dos imigrantes não é fácil. A Federação Israelita do Estado de São Paulo, entidade que representa a comunidade judaica do Estado, pediu a instauração de Inquérito Policial para apuração de atos discriminatórios e preconceituosos contra a comunidade judaica, que estão sendo praticados pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP – SINTUSP.

Segue e-mail recebido pelo Sampaist:

Recentemente a FISESP tomou conhecimento sobre manifestação de conteúdo preconteituoso e discriminatório através de panfletagem atribuída ao Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo, Sintusp, que destacam em vermelho a seguinte frase: “A reitoria mostrou-se subserviente às “poderosas” forças dos imperialistas e genocidas judeus” – referente ao fato de a reitoria ter vetado manifestação no anfiteatro da universidade.

Para fazer o download do folheto distribuído pelo Sintusp, clique aqui. Além de ler as acusações sobre a “força imperialista dos genocidas judeus”, argumento estupidamente usado durante o nazismo, você vai ver que o Sintusp ainda “apóia a luta pelo fim do Estado de Israel”.

Oras, pessoal! Que palhaçada, não? Um sindicato usar seu jornal, provavelmente bancado pelos trabalhadores da USP (e conseqüentemente pelo Estado de São Paulo), para propagar idéias racistas, retrógradas e anti-semitas é o fim da picada. Fica aqui registrada a indignação do Sampaist sobre o caso!

israel sintusp

Imagem de trecho do jornal divulgado pelo Sintusp. Para ler na íntegra, clique aqui.



2 Responses to “Discriminação”

  1. Leandro,
    concordo contigo sobre o absurdo que é esse manifesto do SINTUSP.
    Mas devo ressaltar que são os próprios funcionários (aqueles que concordam com o sindicato) que bancam o SINTUSP (e consequentemente o jornal). Apesar de eles serem trabalhadores da USP, o dinheiro é deles, e não do estado de São Paulo.

    []s
    F.

  2. Fernando… eu sei que não é o Estado que banca o jornal. É que eu fiz uma ligação direta entre o salário pago ao cara pelo Estado e o dinheiro que ele paga ao sindicato. Pode ser uma forçada de barra, mas tem uma lógica. :)

    PS: Seu sistema do Cinemoscópio é muito bom ein?! Investe nele que tem futuro!

    abs