FILE 2006 – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

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Pelo sétimo ano o FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – faz do Centro Cultural Fiesp o palco de divulgação de diversas linguagens das mídias digitais através de exposição, performances e palestras.

O festival busca inserir o país no contexto mundial das novas mídias, realizando uma compilação de produções artísticas no campo da net art, web art, animação interativa, hipertexto, web filme interativo, cinema interativo, panoramas, VRML, games, poesia digital, software art, generative art, inteligência artificial, robótica, música, performance, instalações interativas e instalações eletrônicas.

Nesta edição o FILE conta com aproximadamente 200 artistas – entre grupos, coletivos e trabalhos individuais – de mais de 30 nacionalidades.

Infelizmente o Sampaist perdeu a abertura para convidados (esta que vos fala confundiu as datas). Mas podemos atestar que nos anos anteriores o FILE sempre se preocupou em indicar tendências, estimular a criação de projetos de todos os tamanhos, idades, cores, razões sociais, etc.

Sentimos apenas que o FILE Hipersônica tenha se mudado para a Fiesp também. A festa já foi realizada até em ônibus e sempre serviu para divulgação de novos talentos da música (a escalação deste ano está bem restrita).

De qualquer forma vamos passar por lá nos próximos dias e conferir. Aguarde! E quem tiver mais informações ou comentários sobre o projeto, os artistas envolvidos ou a concepção do festival também é bem-vindo a deixar um comentário ou escrever para o Sampaist! ;)

Foto de divulgação do site do artista Zachary Lieberman

Centro Cultural Fiesp: Avenida Paulista 1313// Tel.: 3146-7405 / 3146-7406// de 14 de agosto a 03 de setembro, de terça a sábado das 10h às 20h e aos domingos das 10h às 19h.


Salas e programação

File Media Art: sala de instalações interativas e eletrônicas e obras digitais on-line e off-line selecionadas para esta edição. Instalações:

“Thesystemis” de Zachary Lieberman: é um trabalho que qualquer desenho realizado pelos visitantes, ao ser capturado por uma câmera, ganha vida e se anima numa projeção e podem ser manipulados de outra maneira diretamente na tela e assim configurando os de várias maneiras possíveis.

“A perfect face” de Tim Coe: obra em que o espectador é confrontado com um rosto na tela que está constantemente mudando, de modo quase imperceptível. O cabelo e a maquiagem perfeitos provocam a expectativa de uma linda modelo, mas isso nem sempre acontece. O ponto de partida é a “top model” Claudia Schiffer, porém as feições estão em fluxo, “mutando” a intervalos de segundos para uma nova configuração.

“TANTAL Mecanismo de Identidades Efímeras” de Marcel.Li: o trabalho consiste em um dispositivo que permite captar uma seqüência animada do rosto dos espectadores que o desejarem. Essas imagens são processadas por um sistema informático que junta os rostos captados aos corpos que criam a ação de filmes previamente preparados. Esses filmes são projetados em uma tela. Os rostos dos usuários da interface se transformam em atores através dos corpos virtuais do filme; o espectador troca o âmbito privado pelo público.

Retrospectiva de Han Hoogerbrugge: artista holandês que participa do FILE desde suas primeiras edições, Han desenvolve trabalhos com grande qualidade interativa, com destaque para sua série “Neurótica”. Ele tenta evocar uma atmosfera, tornar identificável algo que não pode ser expresso em palavras.

Sala Hipercinematividade: terá filmes interativos de importantes laboratórios de pesquisa da Europa e EUA e duas instalações. Instalações:

“Direct cut” de Alexandra Dementieva: acontece numa sala de exibição onde há duas telas. Na frente das telas há um playground feito de 99 tapetes interativos de cores diferentes. Quando um visitante pisa neles os heróis do filme começam a reagir, falar, se mover e dançar.

“10 minutes in Nazareth” de Blaise Bourgeois: o artista alemão apresenta um momento de passeio em um lugar específico: uma loja de conveniência em um posto de combustível na estrada entre Paris e Lille. Várias pessoas vagam por esse lugar: motoristas em trânsito, uma criança, mecânicos. Mas os espectadores não podem ver tudo e participam ativamente da criação da profundidade do espaço.

Sala FILE Hipersônica exposição: onde as pessoas poderão ver e ouvir as manifestações musicais, sonoras e visuais; serão expostos dezenas de trabalhos de artistas visuais que vem trabalhando com a relação experimental entre imagem e som.

Sala FILE Games: aqui as pessoas poderão ver diversos jogos eletrônicos e a instalação do artista Andrew Hieronymi “MOVE”. “MOVE”, que usa visão computadorizada e interação do corpo, permitindo que os participantes experimentem seis tipos diferentes de ações geralmente realizadas por avatares em videogames.

Sala FILE Poetry: onde as pessoas poderão ver e interagir com diversas poesias digitais.

Sala FILE Arquivo: onde os visitantes poderão ter acesso aos trabalhos que participaram de todas as edições do File.

FILE Symposium: acontece no mezanino do Centro Cultural Fiesp, de 15/08 a 18/08/2006, e é um espaço para o debate sobre as novas mídias. Terá participação de artistas, teóricos e pesquisadores brasileiros e estrangeiros da área de arte-tecnologia.

FILE Hipersônica: uma das grandes atrações do festival, costumava ser uma festa usada para a divulgação de novos talentos da música. Acontece de 14 a 17 de agosto no teatro do Sesi.



One Response to “FILE 2006 – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica”

  1. sensacional o file! um baita festival que todos que estão ligados a novas linguagens deveriam ir! Novas propostas musicais, visuais..demais!