Noite de Soul Brasil

Toni_Tornado.jpgQuando é que você pensou em assistir, em 2006, ao vivo e a cores, Toni Tornado no palco, cantando e dançando? Sampaist viu…

Neste fim de semana, o Sampaist foi conferir o show Soul Brasil, com direção do músico Simoninha, filho de Wilson Simonal, conhecido nos anos 60 como “o rei da pilantragem”. O evento reuniu algumas celebridades da soul music brasileira: Luís Vagner, Bebeto, Cláudio Zoli e Toni Tornado. Sim, ele mesmo! Em carne e osso!!!

Acompanhados pela ótima banda Black Rio, cada um dos músicos tocou quatro músicas que foram sucesso, principalmente, nas décadas de 70 e 80. Platéia lotada. Músicos emocionados. Reunião para lembrar grandes nomes, como Tim Maia, Jorge Ben, Cassiano, Wilson Simonal, Trio Esperança e por aí vai…

Luís Vagner foi o primeiro a cantar suas belas e criativas composições, como “Doutor Swing” e a linda “Como?”: “Como vou deixar você? / Se eu te amo / Sei que minha vida anda errada / Que eu já dei mil furos, mil mancadas / Talvez esteja andando em linhas tortas / Mas por enquanto eu vou te amando / E é o que me importa”, escrita para uma de suas paixões, Glória Maria Aguiar, uma das chacretes do programa Buzina do Chacrinha…

Depois veio Bebeto, com seu soul-samba, mais conhecido como samba-rock. Fez o público levantar para dançar “A Beleza é Você” e “Menina Carolina”. Ainda convidou seu parceiro Luís Vagner para tocarem “Segura Nega“.

Cláudio Zóli foi recebido com um “Maravilhoso!”, que alguém gritou no fundo da platéia… Nos anos 80, o rapaz fez muito sucesso com a banda Brilho e a música “Noite do Prazer” , que nos últimos anos tem tocado bastante nas rádios. Quem é que nunca cantou “tocando de biquini sem parar”, em vez “tocando B.B. King sem parar”? Marina Lima gravou “À Francesa”, de Zoli, que também esteve no repertório. Com direiro à homenagem a um dos compositores mais importantes da soul music nacional, Cassiano. A música escolhida não poderia ser melhor: “A Lua e Eu”.

Para fechar com chave de ouro, ele! Toooooni Tornado! Pena que só uma música, a mais conhecida, BR-3, de 1971. Com direito a passos a lá James Brown…aplaudido de pé.

A importância de um evento como o Soul Brasil é provar que aqui faz-se música de qualquer canto do mundo e com identidade. Soul vai além do rótulo “MPB”. E que venham outros Luís Vagners, Bebetos, Wilsons Simonal, Tim Maias e por aí vai…

Sampaist aprovou o Soul Brasil!



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