Teatro Oficina, enfim, em paz…

teatrob.jpg Desde que a propriedade do Teatro Oficina foi tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, em 1982, os administradores não recebem a tradicional ajuda financeira do governo do estado para a manutenção do prédio.

No entanto, a situação acaba de melhorar depois do bate-papo entre diretor do grupo José Celso Martinez Corrêa e o atual governador Cláudio Lembo. Depois desta conversa ficou definido que a administração do local fica com o próprio Oficina. O patrocínio vai ser feito como em qualquer outra companhia de teatro e os recursos para a manutenção do prédio, ainda sem valores concretos, serão pagos.

O novo Oficina foi tombado pelo Condephaat. O projeto foi feito pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi, a mesma que desenhou o Masp e o SESC Pompéia.

A companhia foi criada no final da década de 50 por um grupo de estudantes da Escola de Direito do Largo de São Francisco, entre eles, o atual diretor Zé Celso. O Oficina distingui-se pelo seu caráter antropofágico e pela importância no contexto em que foi criado. O Grupo tem uma trajetória que ultrapassa os limites estéticos, passando por várias formas de interpretação, gestão e arquitetura.

Atualmente o grupo está em cartaz com “Os Sertões” de Euclides da Cunha, em sua última semana de apresentações. A peça, assim como no livro é dividida em 3 partes: a Terra, o Homem (I e II) e a Luta (I e II). “Os Sertões – A Luta – Parte 2″ pode ser visto a partir desta sexta-feira.

Oficina: rua Jaceguai, 520, Bela Vista// tel. 3106-2818// De sexta a domingo a partir das 18h// 360 min// R$ 30

Fotos do Flickr da Minoucha



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