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Literatura no Bardo Batata

Fica na Bela Cintra número 1333, entre a Alameda Santos e a Alameda Jaú, um point que mistura Gastronomia e Cultura de modo muito bem temperado. O Bardo Batata tem um clima bem aconchegante, quase à luz de velas no térreo, adega no fundinho e muito papo literário no segundo andar. A especialidade da casa é a batata suíça ou röstti, com recheio para todos os gostos, e o menu - cheio de brincadeiras culturais - é uma atração à parte. Os horários? O Bardo Batata fica aberto para almoço, jantar é happy hour e é pertinho do metrô Consolação. Mais fácil impossível.

Confesso que apesar de morar por perto, só fui conhecer o Bardo Batata recentemente em um lançamento da Tarja Editorial. Aliás, foi um lançamento duplo com a escritora Nazarethe Fonseca (dos livros Alma e Sangue e Kara e Kmam) e a Cristina Lasaitis (Fábulas do Tempo e da Eternidade) reunindo fãs e amigos por lá.

A Nazarethe transita pelo mundo dos vampiros e já tem dois personagens muito queridos pelos leitores, originando o nome do segundo livro. A Cristina (quem adivinhar como pronuncia o sobrenome dela me mande um e-mail!) está estreando agora em papel, mas já marca presença na Internet há um tempinho. Ela escreve fantasia e ficção (sci-fi legítima), adicionando à receita fantástica várias facetas da sexualidade humana. O resultado é muito positivo.

A próxima badalação no Bardo Batata (que não é bardo por acaso) será dia 29 de julho às 18:30h, com o lançamento do Necrópole 3 - Histórias de Bruxaria. Para quem não sabe, a série Necrópole foi criada pelos autores paulistanos Camila Fernandes, Richard Diegues, Alexandre Heredia, Gianpaolo Celli e Giorgio Cappelli que estrearam com tudo com o tema vampiros. O tema desse terceiro livro é, surpresa, bruxaria! E os autores convidados são Nazarethe Fonseca e Eric Novello, esse blogueiro que vos fala.

Então já sabem: duas dicas. A primeira é o Necrópole 3 no dia 29 de julho com direito a muitos livros autografados. A segunda é a batata suíça com recheio de Paulicéia Desvairada. Para entender, só indo lá.

Bardo Batata // Rua Bela Cintra, 1333, Jardins // 11-3068-9852

Edifícios

Edif

Extra, extra!

Foto no Flickr do Ricardo Motti

Nome próprio

Com Batman - Dark Knight monopolizando todas as atenções nos cinemas, é bem capaz que você não saiba que está em cartaz um dos filmes nacionais mais legais do ano: Nome Próprio. É verdade que ele não é um filme para qualquer um, mas é exatamente por isso que você deveria vê-lo.

Nome próprio conta a história de Camila, uma jovem que expõe toda a sua vida em um blog e dedica todo o seu tempo às palavras. Camila é intensa, vive os sentimentos acima da razão, não deixa de fazer o que deseja doa a quem doer. É escritora e personagem ao mesmo tempo, curtindo suas histórias e transformando as pessoas ao redor em inspiração para os seus textos.

Todo mundo que escreve em blog (ou em papel, ou na última folha do caderno de matemática) passa um tempo sozinho com seus pensamentos, indo e vindo de um mundinho que só existe dentro da cabeça, às vezes confortável, às vezes incomodo, às vezes transgressor. E é por isso que as chances de se identificar com Camila são grandes.

O filme começa quase como um monólogo, afinal a exposição pode levar a momentos de solidão difíceis de agüentar, mas conforme Camila vai rompendo barreiras, misturando o mundinho de dentro com o de fora, muitos personagens interessantes desfilam pela tela enquanto Camila busca o pedaço que falta dentro de si. Tem sexo, porres de caipirinha, banho de mar de madrugada e, principalmente, a liberdade de viver os próprios sonhos e ilusões sem medo do que os outros vão pensar.

O filme é baseado nos livros Máquina de Pinball e Das Coisas Esquecidas atrás da Estante da Clarah Averbuck. Ela foi uma pioneira nessa transição do blog para a literatura e com o cinema deu mais um passo na direção certa.

Quem interpreta a Camila é a Leandra Leal, numa atuação fora de série. Sabe aquela história de ator que se entrega de corpo e alma? É o que acontece. Só isso já valeria o ingresso, mas quem for assistir leva de brinde uma história interessante (muito próxima da minha e da sua) e a direção do Murilo Salles, que aposta mais uma vez em cinema para jovens… que pensam.

Nome próprio - site oficial(e aqui tem link para vários outros lugares).

Extra, extra!

Foto no Flickr do Ulisses Barbosa

Connor Oberst @ StudioSP

Oriundo do Nebraska, interior dos Estados Unidos, o jovem Connor Oberst fez o show de abertura do projeto Folk-se, no Studio SP na última quarta-feira, 16 de julho.

Também conhecido como o líder do Bright Eyes, o jovem de 26 anos mostrou seu folk de pegada roqueira na primeira parte do festival que terá atéo fim do ano shows de Bill Callahan; anteriormente conhecido como (smog) e Will Oldham; anteriormente conhecido como Bonnie Prince Billy.

Acompanhado do baterista Jason Boesel e do trumpetista e tecladista Nate Walcott, Connor e a Mystic Valley Band apresentaram mais músicas do Bright Eyes do que de seu projeto solo.

Com a carreira comumente dividida entre os álbuns feitos sob o verão escaldante e o inverno congelante, Oberst mostrou mais músicas feitas sob a primeira circunstância em pouco mais de uma hora e quinze de show.

A abertura ficou por conta de ótima Stephanie Toth, que com uma voz lindíssima fez um excepcional show.

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Sopas com vista panorâmica

Vendo pelo lado bom, a falta de chuva em São Paulo ajuda consola aqueles que querem ter uma bela vista da cidade, bem do alto, com céu claro poluído, mas sem nuvens. E agora há ainda mais um estímulo para os turistas de arranha-céus.

O Piano Bar do Terraço Itália, localizado no 41o andar do Edifício Itália, segundo edifício mais alto de São Paulo, oferece - para aqueles que não dispõem de rios de dinheiro R$ 85 para gastar no tagliatelle com lagosta, rúcula e tomate seco, servido no restaurante - um festival de sopas a R$ 42. São quatro opções de sopas assinadas pelo chef Giancarlo Marcheggiani, servidas em sistema de buffet, acompanhadas de pães e frios.

O preço vale a vista, já que as sopas deixam um pouco a desejar, especialmente se comparadas às dos buffets servidos em outros restaurantes e padarias da cidade. Em noites sem névoa tem-se uma vista em 360º da cidade, destacando-se nela as luzes da Av. Paulista e da Torre do Santander (ex-Edifício do Banespa).

Porém, notem que a “oportunidade” está disponível apenas de domingo a quinta-feira, das 18h às 23h, até 31 de agosto. Para os motoristas, além do lembrete sobre a lei seca, mais um detalhe: aloquem mais R$ 15 para o serviço de valet, porque estacionar na rua é sempre um risco desafio na região central da cidade. A estação de metrô mais próxima (República) fica a uma distância de apenas meio quilômetro, mas o trajeto a pé inclui o contorno da não-tão-hospitaleira Praça da República.

Note-se ainda que quem quer ter uma vista boa enquanto janta deve sair cedo de casa, pois o bar não aceita reservas e quem chega após as 20h30 corre o risco de ter que se acomodar no balcão - no centro do bar -, que não tem o charme dos sofás localizados bem ao lado das janelas.

Para os que dispensam a sopa, vale lembrar que a visitação ao edifício é livre entre 15h e 16h, de segunda a quinta-feira, algumas horas antes do horário considerado de “vista ótima”: em torno das 18h, no inverno (daí a vantagem de se visitar o Piano Bar).

Aqui você encontra mais informações sobre o festival de sopas. O Terraço Itália (com seus quatro ambientes) localiza-se na Av. Ipiranga, 344 (41o andar) - Centro. Telefone: (11) 2189-2929.

Foto no Flickr da Camila Braga.

Vídeo da Semana

Imagem da Semana

Foto no Flickr do FoXMuLD3R

Extra, extra!

Foto no Flickr do RodrigoFavera